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20 anos de Palco Giratório no Acre

Releitura inédita a partir da obra de Shakespeare abre a programação

Em 2017, o projeto do Sesc contará com 685 apresentações artísticas em 144 cidades.
O Palco Giratório, circuito de artes cênicas do Sesc, completa 20 anos de existência e cai na estrada para a temporada 2017. A partir do dia 29 de março, até dezembro, o projeto visitará 144 cidades em 26 estados e no Distrito Federal, com espetáculos teatrais e intercâmbios artísticos. Este ano, o Palco Giratório contará com a participação de 20 companhias, que somarão 685 apresentações artísticas e 1.188 horas de oficinas teatrais.
O lançamento será na cidade de Campina Grande, na Paraíba, com exibição inédita de uma releitura da obra de Shakespeare, feita por Augusto Boal (1931-2007), ‘Caliban – A Tempestade’, da Trupe de Atuadores Oi Nóis Aqui Traveiz, e ‘Ledores no Breu’, peça paulista da Cia. Do Tijolo: o espetáculo utiliza a lição de Paulo Freire, o cordel de Zé da Luz e os textos de Guimarães Rosa para abordar as questões, causas e consequências do analfabetismo.
O Palco Giratório é um projeto que vai além do circuito de espetáculos, pois leva ideias, provocações e questões lançadas pela curadoria para o Brasil, incluindo cidades pequenas. São 20 anos disseminando as artes cênicas, em diferentes manifestações e linguagens culturais, promovendo intercâmbio de modos de fazer, criar, pensar e sentir”, ressalta Raphael Vianna, coordenador nacional do projeto.
Com uma curadoria formada por profissionais do Sesc, a programação selecionada para o Palco Giratório apresenta anualmente uma amostra importante da produção cênica brasileira. Os espetáculos são apresentados simultaneamente, percorrendo todos os estados brasileiros. Entre os destaques também está a peça ‘Caranguejo Overdrive’, da Aquela Cia. de Teatro, vencedora de três prêmios Shell, e ‘DNA de DAN’, Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.
Além dos espetáculos principais, o Palco Giratório contará pela primeira vez com Seminários para discutir sobre aspectos relevantes das artes cênicas e políticas públicas para o teatro, entre outros temas. “Refletir sobre os 20 anos do Palco Giratório é  uma oportunidade ímpar para ampliar as principais discussões que atravessam o projeto, apontando assim para  uma perspectiva de futuro”, destaca Raphael.
Também serão realizadas oficinas, mostras e encontros locais de arte e cultura, idealizadas com o objetivo de promover e incentivar as manifestações artísticas regionais, fomentando a troca de experiências.
O Sesc também promove o Pensamento Giratório, um espaço aberto ao público para reflexão e discussão sobre o trabalho e pesquisa dos grupos itinerantes.

Homenagem à trupe Oi Nóis Aqui Traveiz
Nesta 20ª edição, o Palco Giratório contará com a participação da Trupe de Atuadores “Oi Nóis Aqui Traveiz”, do Rio Grande do Sul, que estreará seu mais novo espetáculo - “Caliban – A Tempestade” - no circuito. A montagem é um trabalho de rua que celebra os 39 anos do coletivo, um dos mais relevantes do país.
O espetáculo apropria-se da peça de Shakespeare e do pensamento do poeta, ensaísta e crítico literário cubano Roberto Fernández Retamar para questionar a exploração da América do Sul pelo colonialismo europeu e para discutir a postura neocolonialista dos Estados Unidos.
Destaque no cenário nacional por promover a abertura de renovadas perspectivas para o teatro na rua e a ocupação do espaço público como potencializador de reflexões políticas e estéticas, a trupe passará por 19 cidades ao longo do ano, apresentando sua montagem.

Duas décadas: o Palco Giratório em números
Reconhecido como uma das maiores iniciativas no segmento teatral do país, o Palco Giratório é uma rede de intercâmbio e difusão das artes cênicas consolidada no cenário cultural brasileiro. Ao longo de 19 edições, levou uma grande variedade de gêneros e linguagens artísticas para um público diversificado em 9.526 apresentações em todo o país, entre grupos de teatro de rua, circo, dança entre outras linguagens artísticas — em instalações do Sesc, praças e outros espaços urbanos.

A programação completa do Palco Giratório e outras informações podem ser obtidas no site www.sesc.com.br/palcogiratorio/

Espetáculo teatral “Os Mequetrefes”
Companhia: grupo Parlapatões, Origem: São Paulo
Apresentação  dia 19 de julho, às 19h30, Teatro Plácido de Castro, em Rio Branco
“Os Mequetrefe”. Interpretado pelo grupo Parlapatões, o objetivo é mostrar como a linguagem dos palhaços pode ser ampla e atingir públicos de todas as idades. Texto de Hugo Possolo e direção de Álvaro Assad.
Inspirado no “Livro do Nonsense” do inglês Edward Lear, “Os Mequetrefe” coloca em cena quatro palhaços chamados Dias. Do despertar ao anoitecer, as relações lógicas do cotiano são desconstruídas e outras maneiras de encarar a vida ganham espaço, as situações mais usuais são encaradas com confusões cômicas e poéticas, tendo como resultado um longo e inusitado dia.
A peça traz reflexões acerca dos conceitos de normal e estranho por meio de um humor provocativo. As pessoas ao redor, as imagens veiculadas na televisão, todos esses elementos são colocados à prova. Para Hugo Possolo, os Dias são a personificação de todos nós, os cidadãos, diante dos absurdos do dia-a-dia. No decorrer da história os diferentes sentidos da palavra “mequetrefe”, intrometido, trapaceiro ou sem importância, são vivenciados pelos personagens.
As ideias propostas pelo espetáculo ainda são reforçadas por meio dos figurinos, da cenografia e dos elementos utilizados no palco, e principalmente pelas interpretações que são dadas a eles. A atmosfera é reforçada também por meio da trilha sonora, que mescla referências típicas da arte da palhaçaria com uma sonoridade exótica, e pela iluminação que marca as diferenças entre os ambientes reais e os fantásticos.
Com técnicas circenses e de teatro de rua, os Parlapatões trabalham há mais de duas décadas direcionados para a comédia. Suas diversas produções circulam por capitais do país com destaque para os festivais de Londrina, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Espetáculo de Dança Finita
Dançarina: Denise Stutz  Origem: Rio de Janeiro
Apresentação dia 23 de julho, às 20h, teatro Plácido de Castro, em Rio Branco.
O mais novo trabalho da dançarina Denise Stutz, Finita. Desenvolvido nos últimos anos, o espetáculo teve como ponto de partida uma carta enviada pela mãe da artista. Com essa inspiração, Denise utilizou a arquitetura cênica do teatro para elaborar o conceito de perda e trabalhar os temas do envelhecimento e da ausência sob a perspectiva da dança.
“Finita é um projeto que desenvolvi durante dois anos. Durante o processo publiquei em um blog (denisestutz.wordpress.com) anotações, leituras, fotos e vídeos de referência. Produzi e criei um vídeo-ensaio (“Até que você me esqueça”), para pesquisar texto, movimentos e palavras”, explica Denise. “A palavra, o texto, o silêncio como movimento.
A proximidade do espectador sem implicar em uma ação direta, mas buscando no reconhecimento da plateia a afetividade da memória, a sensação do presente momento que encadeia o discurso são elementos que busco trabalhar neste projeto”, completa.

Espetáculo Teatral Lete
Companhia: Teatro Beradeira Origem: Porto Velho/RO
Apresentação dia 20 de setembro em Rio Branco.
A Companhia de Teatro Beradeira apresenta a peça “Lete” no salão de eventos do Sesc Araxá. O evento não é recomendado para menores de 14 anos, com entrada gratuita.
A peça “Lete” na mitologia grega é o rio do esquecimento, ele apaga vidas passadas dos homens. A peça estreou em 2013, inspirada na enchente histórica do Rio Madeira, refletindo um ambiente ficcional, sobre os diversos ciclos migratórios que moldaram a cidade de Porto Velho, culminando com o ciclo das usinas hidrelétricas.
A peça lança emoção sobre as vozes não ouvidas dos atingidos pela enchente e a memória que se esvai nas águas velozes e violentas do rio. Quatro atores-narradores se revezam em mais de vinte personagens, com a trama construída sobre a tragédia.
Sobre a companhia
A Companhia de Teatro Beradeira é de porto velho(RO) realiza peças teatrais desde 2013 a partir da criação do espetáculo “Lete”, que foi vencedor do Prêmio Myriam Muniz de Teatro em 2012.
Juntamente com a peça, o diretor do grupo, Rodrigo Vrech, desenvolve um trabalho de formação através da “Oficina de Teatro Porto Velho”, que iniciou no segundo semestre de 2013 alcançando diversos públicos.

Espetáculo de Dança Cinzas ao Solo
Bailarino: Alexandre Américo Origem: Rio Grande do Norte
Apresentações dia 22 de setembro em Rio Branco e 25 em Cruzeiro do Sul
Fruto de sua pesquisa para o mestrado em Artes Cênicas na UFRN, o premiado bailarino, professor e coreógrafo potiguar Alexandre Américo apresenta "Cinzas ao Solo", tematizando o entendimento sobre a dança, a partir da metáfora do homem que caminha devorando o mundo na busca da comunhão com o todo: natureza, vida e atemporalidade.
Cinzas ao Solo é a exposição, por meio da linguagem da improvisação em tempo real, da dança que é vida e morte. O instante da dança no qual nada mais existe à não ser ela própria. Dessa forma, a promessa é de que o publico seja convidado a participar de uma experiência sensível e genuína, onde o ato de se sacrificar pela dança, de morrer e viver pelo o que se acredita deverá ser premissa.

Espetáculo teatral “O Quadro de Todos Juntos”
Companhia: Pigmalião Escultura Que Mexe  Origem: Minas Gerais/Brasil
Apresentações dia 10 de outubro em Rio Branco e 13 em Cruzeiro do Sul
O Pigmalião Escultura Que Mexe é um coletivo de artistas que encontraram no teatro de bonecos o veículo ideal para desenvolverem trabalhos no limite entre as Artes Cênicas e as Artes Plásticas. Criado em 2007, o grupo sempre procurou desenvolver espetáculos com grande profundidade conceitual e filosófica.
A marionete de fios, a relação do ator com o boneco e o Teatro Visual são seus principais focos. Na construção contínua de sua identidade, o Pigmalião busca o reconhecimento do teatro de bonecos na produção artística contemporânea.
Espetáculo: O Quadro de Todos Juntos
Uma família posa para um retrato. O instante de um flash revela além da superficialidade. Mostra a frágil estrutura por trás dessa imagem perfeita. Segredos postos ao chão. Suspensão do tempo. Cada um de seus integrantes expõe seus mais íntimos e secretos desejos. Todos são espelhos. Todos juntos. Um encontro de família em que a realidade, o simulacro e o delírio confrontam-se em um quadro mais que verdadeiro.

Espetáculo teatral “Os Mequetrefes”
Companhia: grupo Parlapatões, Origem: São Paulo
Apresentação  dia 19 de outubro em Rio Branco
“Os Mequetrefe”. Interpretado pelo grupo Parlapatões, o objetivo é mostrar como a linguagem dos palhaços pode ser ampla e atingir públicos de todas as idades. Texto de Hugo Possolo e direção de Álvaro Assad.
Inspirado no “Livro do Nonsense” do inglês Edward Lear, “Os Mequetrefe” coloca em cena quatro palhaços chamados Dias. Do despertar ao anoitecer, as relações lógicas do cotiano são desconstruídas e outras maneiras de encarar a vida ganham espaço, as situações mais usuais são encaradas com confusões cômicas e poéticas, tendo como resultado um longo e inusitado dia.
A peça traz reflexões acerca dos conceitos de normal e estranho por meio de um humor provocativo. As pessoas ao redor, as imagens veiculadas na televisão, todos esses elementos são colocados à prova. Para Hugo Possolo, os Dias são a personificação de todos nós, os cidadãos, diante dos absurdos do dia-a-dia. No decorrer da história os diferentes sentidos da palavra “mequetrefe”, intrometido, trapaceiro ou sem importância, são vivenciados pelos personagens.
As ideias propostas pelo espetáculo ainda são reforçadas por meio dos figurinos, da cenografia e dos elementos utilizados no palco, e principalmente pelas interpretações que são dadas a eles. A atmosfera é reforçada também por meio da trilha sonora, que mescla referências típicas da arte da palhaçaria com uma sonoridade exótica, e pela iluminação que marca as diferenças entre os ambientes reais e os fantásticos.
Com técnicas circenses e de teatro de rua, os Parlapatões trabalham há mais de duas décadas direcionados para a comédia. Suas diversas produções circulam por capitais do país com destaque para os festivais de Londrina, Belo Horizonte e Porto Alegre.

 

Já se apresentaram:

Espetáculo Teatral Caranguejo Overdrive
Companhia: Aquela Cia Origem: Rio de Janeiro
Apresentação dia 16 de abril no teatro de Arena do Sesc Com Aquela Cia. de Teatro. Peça de Pedro Kosovski, com direção de Marco André Nunes.
A história dos “homens e caranguejos”, contada pelo geógrafo Josué de Castro em seu romance que leva esse título, de 1967, e por Science & Nação Zumbi no disco Da lama ao caos, gravado em 1994, já tinha lugar no Brasil, mesmo antes da Proclamação da República.
Escrita por Pedro Kosovski e dirigida por Marco André Nunes, a peça levada ao palco pela Aquela Cia. de Teatro mistura várias linguagens ao ritmo do manguebeat.
Sobrevivente da matança na Bacia do Prata, ele retorna à cidade natal e encontra o ecossistema de onde tirava seu sustento totalmente aterrado e urbanizado.
Escrita por Pedro Kosovski e dirigida por Marco André Nunes, a peça levada ao palco pela Aquela Cia. de Teatro mistura várias linguagens ao ritmo do manguebeat.
Canções originais intercaladas às de Chico Science & Nação Zumbi, todas tocadas ao vivo, compõem a trilha sonora. Vozes e performances de quatro atores dão vida ao protagonista em sua saga metamorfoseante entre a “lama e o caos”.
A peça nasce dessa tentativa de pensar a cidade como uma grande arquitetura de narrativas”, conta o autor, que, por ser natural e radicado no Rio de Janeiro, contextualizou o arcabouço teórico e histórico relatado por Josué de Castro sobre o Recife à realidade da capital fluminense.
Apesar de a trama se passar há quase um século e meio, as discussões que ela provoca são bem atuais na cidade que foi tão modificada nas últimas décadas em função dos megaeventos esportivos que sediou.

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